Por una protección comum de datos personales
Biopolítica y psicopolítica de poder y vigilancia
DOI:
https://doi.org/10.25192/ISSN.1982-0496.RDFD.V.31.I.2789Resumen
El presente artículo cuestiona en qué medida es posible pensar en la protección de datos personales, a partir de la construcción del sujeto común, frente al biopoder y psicopoder de vigilancia. Se adopta el método hermenéutico fenomenológico como metodología de abordaje, mientras que el método monográfico se utiliza como metodología de procedimiento, a partir de la revisión bibliográfica y la reflexión sobre el tema. Se concluye que el estado de excepción global y permanente, fundado en la vigilancia total del superpanóptico, desafía las características y la interpretación de la protección de datos personales, ya que, en el contexto del capitalismo de vigilancia, la transformación del poder en biopolítica y psicopolítica exige un enfoque colectivo para la defensa de la privacidad, centrado en las nociones de lo "común" y en la "multitud".
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